June 30, 2011

com medo de voar


Às vezes é tarde demais para seguir em frente
Às vezes é cedo demais para voltar atrás
E o tempo também é inverso à nossa vontade
E às tantas o que nos atrai já não é verdade
Porque é fácil não estar no lugar marcado
E é tão fácil seguir o caminho errado

Às vezes eu não salto, com medo de voar
Às vezes eu não sonho, com medo de acordar
Às vezes eu não canto, com medo de me ouvir
Às vezes eu entendo que é apenas um momento
E o melhor há de vir...

Às vezes eu não salto, com medo de voar
Às vezes eu não sonho, com medo de acordar
Às vezes eu não canto, com medo de me ouvir
Às vezes eu entendo que é apenas um momento
E o melhor há de vir...

ás vezes

June 7, 2011

AMOR?

“E quanto ao amor? Ah, o amor… não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão.”


– Martha Medeiros

aqui

April 5, 2011

veremos, veremos...

Já dizia a Rapunzel, que o sol é bom conselheiro.
Parece que já chegou.

April 4, 2011

fool that I am

Fool that I am
For falling in love with you.
And fool that I am
For thinking you loved me too.

You took my heart
Then played the part of little coquette.
And my dreams just disappeared
Like the smoke from a cigarette.

Fool that I am
For hoping you'd understand.
And thinking you
Would listen too

And oh the things I had planned.
But we couldn't see eye to eye
So darling darling darling
This is goodbye.

But I still care, but I still care
And oh fool that I am.
Oh but I still care
Fool that I am.

pouco a pouco

são estas coisas que vão fazendo com que se deixe de acreditar...

March 9, 2011

Are you the Ham or the Eggs?

In a relationship, someone who is committed and completely devoted to giving of themselves can be considered the ham. They have made the ultimate sacrifice. They can no longer be the pig. They are "all in." Someone who is not entirely present, and only contributes a part of themselves - time, effort, and love based on convenience or condition - is just a chicken. They provide the eggs, and nothing more.
A person can either be "the ham" or "the eggs." This is true in life, as it is in love.
The analogy was used on a recent episode of "Grey's Anatomy," but it was simply stated by former Philadelphia Flyers hockey coach, Fred Shero:
"The difference between contribution and commitment is like ham and eggs. The chicken makes a contribution. The pig makes a committment."
Which are you now, and which will you become?

aqui

February 28, 2011

...

Há alturas em que já não chega ansiar por algo, deixar-nos guiar pelo coração, e manter toda a nossa vida em espera por algo que pode nunca vir a acontecer...
Quando surge um relance de algo que nos consegue surpreender ao capturar um cantinho do nosso coração talvez seja hora de seguir esse momento, deixar para trás o sonho e tentar convencer o coração a construir algo real...

February 15, 2011

contrato

E volto das brumas com isto, porque achei lindo...

«Combinamos que não era amor. Escapou ali um abraço no meio do escuro. Mas aquilo ali foi sono, não sei o que foi aquilo. Foi a inércia do amor que está no ar mas não necessariamente dentro de nós. A gente foi ao cinema, coisa que namorados fazem. Mas amigos fazem também, não? Somos amigos. Escapou ali um beijo na orelha e uma mão que quis esquentar a outra. Mas a gente correu pra fazer piadinha sexual disso, como sempre. E a orelha ouviu uma sacanagem qualquer, e a mão se encaixou ali no meio das minhas pernas. Você me chamou de amor ontem, enquanto a gente transava. Eu quis chorar. Mas também quis rir muito da sua cara. Acabei só esquecendo isso. Talvez o “mô” que você murmurou, seja porque no dia anterior, naquela mesma cama, você tenha comido alguma “Mônica”. Prefiro pensar assim. Se eu for muito, mas muito escrota, talvez eu me proteja de me assustar muito. Caso você seja escroto, eu sendo de pedra não quebro com a sua pedra. Sei lá. Aí teve aquela cena também. De quando eu fui te dar tchau só com a manta branca e o cabelo todo bagunçado. E você olhou do elevador e me perguntou: não to esquecendo nada? E eu quis gritar: tá, tá esquecendo de mim. E você depois perguntou: não tem nada meu aí? E eu quis gritar: tem, tem eu. Eu sempre fui sua. Eu já era sua antes mesmo de saber que você um dia não ia me querer. Mas a gente combinou que não era amor. Você abriu minha água com gás predileta e meu sabonete de manteiga de cacau. E fuçou todas as minhas gavetas enquanto eu tomava banho. E cheirou meu travesseiro pra saber se ainda tinha seu cheiro. Ou pra tentar lembrar meu cheiro e ver se ele ainda te deixa sem vontade de ir embora. Mas ainda assim, não somos íntimos. Nada disso. Só estamos aqui, reunidos nesse momento, porque temos duas coisas muito simples em comum: nada melhor pra fazer e vontade de fazer sexo. Só isso. É o que está no contrato. E eu assino embaixo. Melhor assim. Muito melhor assim. Tô super bem com tudo isso. Nossa, nunca estive melhor. Mas não faz isso. Não me olha assim e diz que vai refazer o contrato. Não faz o mundo inteiro brilhar mais porque você é bobo. Não faz o mundo inteiro ficar pequeno só porque o seu chapéu é muito legal. Não deixa eu assim, deslizando pelas paredes do chuveiro de tanto rir porque seu cabelo fica ridículo molhado. Não faz a piada do vampiro só porque você achou que eu estava em dias estranhos. Não transforma assim o mundo em um lugar mais fácil e melhor de se viver. Não faz eu ser assim tão absurdamente feliz só porque eu tenho certeza absoluta que nenhum segundo ao seu lado é por acaso. Combinamos que não era amor e realmente não é. Mas esse algo que é, é realmente muito libertador. Porque quando você está aqui, ou até mesmo na sua ausência, o resto todo vira uma grande comédia. E aquele cara mais novo, e aquele outro mais velho, e aquele outro que escreve, e aquele outro que faz filme, e aquele outro divertido, e aquele outro da festa, e aquele outro amigo daquele outro. E todos aqueles outros viram formiguinhas de nariz vermelho. E eu tenho vontade de ligar pra todos eles e falar: putz, cara, e você acha mesmo que eu gostei de você? Coitado. Adoro como o mundo fica coitado, fica quase, fica de mentira, quando não é você. Porque esses coitados todos só serviram pra me lembrar o quão sagrado é não querer tomar banho depois. O quão sagrado é ser absurdamente feliz mesmo sabendo a dor que vem depois. O quão sagrado é ver pureza em tudo o que você faz, ainda que você faça tudo sendo um grande safado. O quão sagrado é abrir mão de evoluir só porque andar pra trás é poder cruzar com você de novo. Não é amor não. É mais que isso, é mais que amor. Porque pra te amar mais, eu tenho que te amar menos. Porque pra morrer de amor por você, eu tive que não morrer. Porque pra ter você por perto um pouco, eu tive que não querer mais ter você por perto pra sempre. E eu soquei meu coração até ele diminuir. Só pra você nunca se assustar com o tamanho. E eu tive que me fantasiar de puta, só pra ter você aqui dentro sem medo. Medo de destruir mais uma vez esse amor tão santo, tão virgem. E eu vou continuar me fantasiando de não amor, só pra você poder me vestir e sair por aí com sua casca de não amor. E eu vou rir quando você me contar das suas meninas, e eu vou continuar dizendo “bonito carro, boa balada, boa idéia, bonita cor, bonito sapato”. E eu vou continuar sendo só daqui pra fora. Porque no nosso contrato, tomamos cuidado em escrever com letras maiúsculas: não existe ninguém aqui dentro. Mas quando, de vez em quando, o seu ninguém colocar ali, meio sem querer, a mão no meu joelho, só para me enganar que você é meu dono. Só para enganar o cara da mesa ao lado que você é meu dono. Eu vou deixar. Vai que um dia você acredita.
Tati Bernardi.»